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Auto Medicação

Os riscos de se medicar sem a devida orientação ou prescrição médica compõem o que chamamos de AUTOMEDICAÇÃO. Como dizem que "de médico e louco todo mundo tem um pouco", o brasileiro é "mestre" em se medicar e, como se não bastasse, também em medicar os pais, filhos, tios, primos, vizinhos. É muito comum vermos alguém utilizando o mesmo remédio que o irmão ou vizinho, em casos de gastrite, pressão alta, tratamento da obesidade. Especula-se muito em torno do baixo poder aquisitivo da população como um estímulo à automedicação. O cidadão que não tem condições financeiras de adquirir um plano de saúde ou procurar um médico "particular", assustado com a morosidade do sistema público de saúde, que provavelmente não resolverá seu problema em tempo hábil, parte para o recurso do uso de medicamentos indicados por leigos, sem nenhuma orientação médica. Porém, a baixa renda e o baixo nível de organização do sistema de saúde no Brasil não explicam, por si só, o fenômeno da automedicação, que ocorre também nas camadas privilegiadas da população. No mundo inteiro é cada vez maior o número de reações adversas a medicamentos e a maior parte dos casos, ocorre em indivíduos que realizam a automedicação. Nos EUA, em 1999, foram registradas 120 mil internações hospitalares decorrentes do uso inadequado dos medicamentos. No Brasil, a intoxicação por medicamentos é uma das ocorrências mais comuns em casos de automedicação. Dados do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) da USP (Universidade de São Paulo), apontam que dos 3.211 casos de intoxicação registrados em 1998, 40% foram provocados por medicamentos. Se levarmos em conta que "todo medicamento é um veneno em potencial, dependendo da dose" (Paracelsus), poderemos avaliar por alto , o risco a que nos expomos diariamente, quando realizamos a automedicação. Todo medicamento tem seus efeitos colaterais e a prescrição médica é individualizada para as características de cada paciente. Alguns antigripais, por exemplo, são perigosos para indivíduos com insuficiência coronariana; alguns medicamentos para hipertensão são contra indicados para pessoas com asma; antiinflamatórios e/ou analgésicos podem diminuir o efeito de anticoncepcionais ou causar úlcera gástrica e assim sucessivamente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a automedicação como um problema até certo ponto inevitável e em estudo datado de 1986, aponta os riscos inerentes, aos quais devemos estar atentos: diagnóstico incorreto do distúrbio; retardamento do reconhecimento do distúrbio com possível agravamento; escolha de terapia inadequada; administração incorreta do medicamento; dosagem inadequada ou excessiva; uso excessivamente curto ou prolongado; risco de dependência; possibilidade de efeitos indesejados sérios; possibilidade de reações alérgicas; desconhecimento de possíveis interações com outros medicamentos e armazenamento incorreto ou excessivamente longo dos medicamentos. Se todos tivessem alguma noção dos riscos da automedicação, certamente não conviveríamos com este tipo de prática na população.
Fonte: www.farmaciahospitalar em 03/09/2011.
Fonte: www.farmaciahospitalar em 03/09/2011.
Enxaqueca, um mal frequente.

A tensão do dia a dia é a causa mais frequente das dores de cabeça mas, elas poderem aparecer por diversas causas e não escolhem idade e sexo.
As dores de cabeça são um mal extremamente comum, mas, ao mesmo tempo, um dos mais difíceis de se definir. A dor varia de intensidade: é sentida como um ligeiro desconforto ou como uma dor insuportável. As causas são tão variáveis que, muitas vezes, fica difícil ser determinada com exatidão qual o problema físico ou emocional que está na raiz do problema.
Felizmente, em sua maioria as dores de cabeça não são sintomas de um problema grave, mas apenas sinais de tensão, fadiga, ansiedade ou distúrbios emocionais. Algumas vezes a dor de cabeça é reflexo de um distúrbio em alguma outra parte do corpo, muito raramente ocorrendo como resultado de uma doença grave.
A enxaqueca é um tipo especial de dor, que afeta apenas uma área limitada da cabeça. Em geral, é acompanhada de outros sintomas, como vômitos ou perturbações da visão.
Enxaquecas podem ter impacto negativo sobre a qualidade de vida.
Alguns pacientes com enxaqueca não conseguem ter bom desempenho no trabalho e têm medo de perder seus empregos por causa das crises de enxaqueca.
Durante o diagnóstico o médico obtêm um histórico completo da cefaléia (dor de cabeça), isso pode incluir fatores como sua idade na época da primeira crise, a possível existência de um padrão de cefaleia, a natureza e a localização da dor e os desencadeantes.Depois do histórico, o médico pode realizar um exame físico cuidadoso e uma avaliação neurológica, além de solicitar exames diagnósticos.
Para o tratamento da enxaqueca, o paciente deve repousar num quarto às escuras e tentar dormir. Analgésicos são extremamente eficazes quando tomados bem no início da crise. Além disso, alguns pacientes tentam evitar alimentos que sejam desencadeantes, como chocolate e glutamato monossódico.
Anna Amélia